sábado, 28 de agosto de 2010

Conte a sua história!

Oi.
Como de costume, hoje é dia de história aqui no blog. Se você tem uma história e deseja contar. O que está esperando ? Compartilhe a sua história conosco!

Enquanto isso, prepare-se para uma aventura de tirar o fôlego. Você vai se emocionar, querer gritar, talvez chorar.
Vamos desvendar esse mistério juntos! Aqui, no Fantástico mundo de Oxford.

Um antigo casarão; um amor proibido; o medo; o ódio; o tempo; a tristeza e a saudade. São elementos, que irão anunciar uma surpreendente tragédia. Um conto de Rvânia.
Em 5... 4... 3... 2... 1...


O Vizinho

Contam que por volta de 1969, num antigo casarão da Rua Padre Lemos, bairro de Casa Amarela em Recife, onde hoje funciona uma loja de artigos para festas, morava um coronel reformado do exército, sua esposa e suas duas filhas. O velho era muito turrão, tratava muito mal a família e os vizinhos. Intolerante, ameaçava atirar nas crianças que brincavam na rua, por qualquer bobagem, qualquer barulhinho que os mesmos fizessem. Os pais da vizinhança o temiam e trancavam os filhos em casa para evitar problemas com ele.

Apesar do medo que sentia do pai, a filha mais nova, chamada Cris, era ousada o bastante para fazer às escondidas tudo o que ele não permitia, inclusive fugir para namorar. A mãe e a irmã morriam de medo que o velho descobrisse as artimanhas dela, pois sabiam que o castigo seria extremamente severo. Cris, no entanto, estava completamente apaixonada por um rapaz, filho de uma das vizinhas, Beto. Um rapaz pobre e negro... um amor totalmente impossível.

Cris esperava o pai dormir e fugia pela janela para encontrar seu amado, todas as noites. A mãe do rapaz implorava a ele que deixasse a moça, pois temia por sua vida. Sabia que o coronel o mataria se soubesse o que se passava, mas o amor dos dois era mais forte que o medo e completamente inconseqüente. Alguns meses se passaram sem que o velho se desse conta do que estava acontecendo com a filha mais nova, até aquela noite fatídica...

Era uma madrugada de sexta-feira, e Cris já havia fugido para encontrar-se com Beto na mesma ruazinha de sempre. O velho acordou e não se sabe por que, fez uma coisa que nunca havia feito antes: foi ao quarto das filhas. Ao ver a cama de Cris vazia, percorreu a casa aos berros, acordando todo mundo, à procura da filha. A esposa e a outra filha tremiam de pavor quando ele as chamou e perguntou por Cris, não conseguiram emitir um som sequer, e ele, com ódio, passou a agredi-las. Após machucá-las bastante, o velho pegou a arma e saiu pela rua, procurando nos becos, nas praças, até localizá-los abraçados e tão absortos em seu amor que nem o viram.

Quando ele gritou o nome da filha, ela ficou paralisada de medo. Após alguns minutos, ela recobrou a sensatez e mandou Beto correr. Ele disse que não iria deixá-la só, mas ela pediu por tudo pra que ele fosse embora ou morreria ali mesmo. Em meio à indecisão, Beto resolveu atender ao apelo dela, pois viu que estava desesperada, e saiu correndo. O velho deu vários tiros na direção dele, mas não conseguiu acertá-lo. Ele pegou então a filha pelos longos cabelos e saiu a arrastá-la em direção a casa.

A essa altura, os vizinhos já estavam acordados e assustados com o que estava acontecendo, no entanto, nenhum deles atreveu-se a sair de casa, ficando a espreitar pelas brechas das portas e janelas, vendo quando o velho passou arrastando a filha. Depois ficaram ouvindo os gritos desesperados que vinham da casa, gritos que denunciavam muita dor e sofrimento e que duraram por horas e horas, até silenciarem de repente.

Passaram-se dois dias sem que nenhuma das mulheres fossem vistas, apenas o velho saía algumas vezes de casa e voltava trazendo alguns pacotes. Ninguém se atrevia a perguntar nada e nem mesmo a enfrentar o olhar de ódio dele. Beto, ninguém havia visto desde a noite fatídica, a mãe achava que ele estava escondido em algum lugar e ficava aliviada por ele não ter voltado, com medo da fúria do velho. No final do segundo dia, um caminhão parou na porta do casarão e os vizinhos viram os móveis sendo carregados para dentro dele e, aliviados, perceberam que a família estava se mudando, o que os fez vibrar, pois livrar-se daquele ser indesejado era um verdadeiro presente dos céus. Quase fizeram uma festa ao ver o caminhão virar a esquina. Estavam tão aliviados que nem perceberam que só o velho, a mãe e uma das filhas entraram no caminhão.

Ao saber da mudança, Beto, que se encontrava escondido em casa de um amigo, apareceu desesperado por notícias de sua Cris. No entanto, os vizinhos nada sabiam sobre o paradeiro da família. Muito triste, o rapaz passava os dias à espera de notícias de sua amada, certo de que ela daria um jeito de avisá-lo onde estava, pois o amor deles era imenso e muito sincero, ela não se conformaria em ficar longe dele.

Só que, para desespero de Beto, o tempo corria e nada de notícias dela. A tristeza e a saudade foi se transformando em dúvida: “será que ela realmente o amava? Será que fora apenas uma diversão para Cris?” - Sua mãe, os amigos, os vizinhos, todos lhe davam conselhos para esquecer. Diziam que a menina havia resolvido ouvir os conselhos do pai e o esquecera. Que ela não era mulher para ele, que eram de mundos diferentes demais.

Quase dois anos se passaram e o tempo, que a tudo cura, transformou o amor de Beto em lembranças. A mágoa endureceu seu coração e o fez evitar pensar em Cris. E também tinha Ana, a moreninha linda que havia se mudado há pouco tempo para a casa onde morou seu ex-amor.

Ana já havia demonstrado o quanto estava interessada em Beto e fazia de tudo para chamar-lhe a atenção. Havia se tornado muito amiga de sua irmã e não perdia uma oportunidade de estar perto dele.

Começaram então a namorar, e ao contrário do coronel, a família de Ana aceitou bem o romance e o rapaz começou a frequentar a casa. No inicio, ficava só no portão, mas um dia foi convidado a entrar. Beto sentiu um arrepio e um mal-estar estranho ao entrar na casa, sentia-se sufocar e imaginou que eram saudade e as lembranças de seu amor por Cris. O mal estar o acompanhou todas as vezes que ia lá, fazendo com que ele preferisse ficar no portão a entrar na sala. Ana muitas vezes reclamava de ter que namorar no portão e ele não sabia como explicar o que sentia lá dentro da casa.

O tempo passou e Beto resolveu casar-se com Ana. Os pais dele resolveram então reformar um dos quartos para que o casal vivesse lá, já que Ana era filha única. Beto não tinha escolha, apesar de não saber como iria viver numa casa que lhe fazia tanto mal. Quando a reforma começou, Beto estava lá com o sogro e os pedreiros. Ele suava frio, sentia-se sufocado, mal conseguia ficar de pé, mas fazia de tudo para que ninguém percebesse o mal-estar que não tinha como explicar. Quando a primeira parede foi derrubada, sentiu-se um cheiro horrível de podridão. Os pedreiros diziam ser algum rato morto por entre as paredes, mas, ao derrubar o restante, Beto foi o primeiro a ver a cena chocante: havia um corpo em pé entre as duas paredes. Um corpo em decomposição, mas que foi imediatamente reconhecido por Beto. Ele jamais havia esquecido aqueles longos cabelos e a roupa com que ela estava na última vez que se viram... era sua Cris. Louco de dor, o rapaz agarrou-se ao corpo em decomposição, chorando e gritando seu nome. A muito custo, o sogro e os pedreiros conseguiram tirá-lo de lá e chamaram a polícia.

O laudo comprovou que a menina havia sido emparedada no mesmo dia em que o monstro do pai a encontrou com Beto. Ela morreu asfixiada e de uma forma horrenda. Beto enlouqueceu e foi internado no hospital Psiquiátrico da Tamarineira. O velho e a família nunca foram encontrados, para pagar por seu crime.

Fim

Tchau, por hoje é só!
___________________________________________________________________



A aceitação faz-me dizer “sim” a uma realidade percebida, num primeiro tempo, como negativa, porque ela faz despertar em mim o pressentimento de que algo de positivo pode vir a despontar. Há nela, por conseguinte, uma perspectiva de esperança.
(Jacques Philippe)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Inferno na Terra

"Os céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o dia do juízo e para a destruição dos ímpios". II Pedro 3:7
------------------------------------------------------------------------------------------------
Oi.
Você acredita no inferno ?

A palavra inferno, que hoje conhecemos, origina-se da palavra latina pré-cristã inferus "lugares baixos", infernus. Na Bíblia latina, a palavra é usada para representar o termo hebraico Seol e os termos gregos Hades e Geena, sem distinção.

Cientistas descobrem o Inferno ?

Em meados de dezembro de 1989, um grupo de geólogos russos, fizeram um poço de 14.000 metros de profundidade na Sibéria; e eles afirmam terem ouvido lamentações que vinham do centro da terra, pedindo água e misericórdia.
Segundo estes cientistas após ter perfurado vários Km. os equipamentos começaram a funcionar descontroladamente, dando a impressão que o centro da terra é oco.

A notícia se espalhou pelo mundo. Um jornal da Finlândia publicou a matéria, com relatos dos operários e estudiosos que ouviram a fita. Um deles, o Dr. Azzacove declarou o seguinte:

“Como um comunista eu não acredito em céu ou na Bíblia mas, como um cientista eu acredito agora no inferno. Desnecessário dizer que ficamos chocados ao fazer tal descoberta. Mas nós sabemos o que nós vimos e nós sabemos o que nós ouvimos. E estamos absolutamente convencidos que nós perfuramos pelos portões do inferno!”

“Nós abaixamos um microfone, projetado para descobrir os sons de movimentos tectônicos abaixo da galeria. Mas em vez de movimentos de placas nós ouvimos uma voz humana, gritando de dor!”



Não sei exatamente se o inferno existe, mas existem relatos bíblicos confirmando a existência de tal. Alguns acham que o próprio inferno é a Terra. Eu não ouso discordar, nem mesmo acreditar; a partir do ponto em que começo observar melhor a Terra. Hoje mesmo presenciei várias desuniões entre os seres humanos, e o pior. A briga envolvendo duas garotas do meu colégio, foi gerada por uma simples discussão entre as duas na disputa por um lugar, depois de um suposto esbarrão. "Segundas vozes" indicam, que logo depois disso veio as agressões verbais, deixando um espaço mútuo para um sentimento de ráiva tão grande, que resultou no ato covarde de agressões físicas entre as duas descompromissadas alunas. No fim elas foram intimadas a uma unidade do colégio chamada "Corpo de alunos". Não bastasse a baixaria no colégio, quando me direcionei ao exterior do colégio e por sinal já estava no ônibus, pude notar uma outra confusão presente dessa vez na instituição de ensino técnico e profissionalizante que fica em frente ao colégio em que estudo.
Fontes não muito confiáveis afirmaram ter sido uma briga envolvendo também duas jovens.

Mudando de assunto no mesmo assunto:

Eu costumeiramente (por causa de influências amigáveis) sento-me na região inferior à frente no ônibus. Por um milagre hoje sentei-me na frente.
Só deu para escultar o vidro estilhaçando-se no chão. (depois dos passageiros que estavam sentados logo atrás) Segundo uma passageira, um suposto maluco que tentava vender balas, teria arremessado um pedra em direção ao vidro inferior do ônibus, depois de ter tido o seu pedido de adentrar ao carro negado pelo motorista. Foi um impacto e tanto, mas felizmente ninguém saiu ferido.
E o "espírito da maldade" parece que fez uma visita a todos os habitantes da terra. Bem parece que hoje ela me acompanhava. Ou parecia que estava sendo testado. Estava com os nevos à flôr da pele e um engraçadinho resolveu meter-se a besta comigo. Não vou nem expôr os pensamentos que eu tive ao ver aquele idiota à minha frente. Apesar de ter um pavío curto, o meu autocontrole me surpreende cada vez mais.
E o terror toca à cidade. Ligações acabam de confirmar isso. Assistam aos jornais hoje!

Tchau pessoal, até mais!
------------------------------------------------------------------------------------------------
Obs.: cuidado ao interpretar a imagem!

Jesus desceu ao inferno mas não ficou lá: "Ele não foi abandonado na região dos mortos..."- (At 2:31)

"Para o entendido há o caminho da vida que o leva para cima, a fim de evitar o inferno embaixo". (Pv 15:24)

"E aconteceu que, acabando de falar... a terra debaixo deles se fendeu, abriu a sua boca, e os tragou... Eles e todos os que lhe pertenciam desceram vivos ao abismo, a terra os cobriu, e pereceram... " (Nm16:31)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O Analfabeto Político

Bertolt Brecht

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais".

------------------------------------------------------------------------------------------------
Oi.
Foi-se discutido hoje em sala de aula, as questões políticas atuais da sociedade. Tomando como assalto, esse tema. Nós podemos visualizar o total desleixo presente na maioria dos jovens, que em sua grande parte, estão desistindo de estabelecer esse papel que tão importante decide o futuro da nossa sociedade.
Se você perguntar a um jovem de hoje, qual o papel dele nas decisões políticas, dificilmente ele vai responder da maneira correta. Vai ser sempre:
- Ah, eu odeio política!
- Política é um saco!
- Vou votar em qualquer um, ou então voto em branco. É tudo a mesma...

Ficou surpreso com a realidade que bate à porta ? Pois é essa realidade que estamos vivendo atualmente.
E não é só os jovens atuais que estão alienados. Eu fiquei abismado, quando hoje presenciei em um horário eleitoral, o desespero emocional de um homem, chorando por causa do atual presidente. O que ele fez pela gente, hein ?
"Em seu primeiro ano, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva realizou menos investimentos do que o seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, no último ano de seu mandato. No mesmo período, Lula também gastou mais no pagamento de dívidas do que FHC.
Sob Lula, a União investiu em 2003 R$ 1,8 bilhão, o equivalente a 0,24% do Orçamento federal do ano. Em 2002, FHC investira R$ 11,6 bilhões (1,5% do Orçamento).
Já no pagamento de amortização da dívida, Lula desembolsou R$ 412,9 bilhões no ano passado, ou 54,61% de todos os gastos do país. No ano anterior, esses gastos somaram R$ 349,6 bilhões (45,16% do Orçamento).
Educação e saúde, cujas ações são consideradas a espinha dorsal dos investimentos sociais, tiveram seus gastos relativamente preservados da tesourada do governo federal. Ainda assim, alguns programas importantes ficaram praticamente paralisados. ( Unesp )

Peço desculpas à atual candidata petista, mas tem algo nela que eu não suporto. Talvez seja só a primeira impressão. É que ela tem um olhar de superioridade sobre a sociedade. Como se estivesse dizendo:

- Calma, seus pobres coitados e alienados! Eu cheguei para governar esse chiqueiro.
E o povo ainda chora por esse governo ?
Vocês acham que eles vão investir bem em educação, se o que eles querem mesmo é ver a sociedade alienada ?
Claro, que não! Fica bem mais fácil de exercer qualquer tipo de poder sobre as marionetes, se elas não souberem que tem o poder de autocontrole.

Mas o povo insiste em dizer:
- Vamos votar em "fulana" presidente, ela vai ser a primeira mulher a governar o Brasil!
- Eu tenho certeza que vai ser uma mulher a se sensibilizar, com o futuro do nosso país. :/

(Prefiro não comentar)

Outrora, na sala, falamos de um susposto projeto que a professora de Sociologia do 2° ano tem em mente.
Projeto este que poderia salvar o futuro dos nossos jovens, pois absorveria toda essa história de alienação presente nos "futuros coitados".
Quando falamos em uma futura candidatura, ela hesitou. Porque em professora ? Se quem me ensinou esse papo de política foi mesmo a senhora. Considerando o simples fato de que eu odiava a política até esse ano, foi ela quem desvinculou essa alienação. E agora, eu odeio mesmo os políticos. Os políticos, hein!

Um apelo: não seja uma marionete!

Seu atual estado -->


Tchau, por hoje é só! Até mais.

------------------------------------------------------------------------------------------------
"A esperança é a filha dileta da fé, ambas estão uma para outra como a luz reflexa dos planetas está para a luz central e positiva do Sol".
(Chico Xavier )

sábado, 21 de agosto de 2010

Conte a sua história!

Oi.
Sabe-se que hoje foi o "Festival de talento ambiental" do colégio. Foram várias apresentações de teor bastante inusitado. Confesso que a primeira me deixou um pouco frustrado, com toda aquela ginga, envolvendo "cantores" de pagode. E o festival permaneceu uma verdadeira chatície, até uma apresentação de dança do ventre, que por sinal foi bastante divertida. Fui com o objetivo de terminar o trabalho de história sobre "A independência da América Espanhola", e acabou que foi um dia bastante diferente e divertido. Ganhei até uma "caixa de bombom", com o sorteio do festival.
Agora é melhor irmos ao que interessa, senão eu vou desenrolar a história só nesse "festival". Você gosta de mistério ? Então vamos desvenda-lo juntos aqui no mais fantástico universo. "Fuga? Loucura? Morte e ocultação do cadáver? Neste conto pavoroso, Luciano Barreto nos revela que o destino dos desaparecidos pode ser bem pior do que se imagina". Imaginação e entendimento pra quem tem. Prepare-se! 5... 4... 3... 2... 1...


O Homem que sumiu

Era por volta de duas e vinte da madrugada. Jean estava sem sono. Virava-se de um lado para o outro em seu colchão d’água que ficava sempre no chão da sala sobre um forro de borracha. Lá também havia uma televisão. Ele gostava de adormecer com o aparelho ligado. Às vezes tinha de tomar um tranqüilizante para chamar o sono, mas sempre com a TV ligada.

Era julho, época de inverno no hemisfério sul. Jean vestia calças de moletom, meias e uma camisa careca, nas cores cinza, verde e azul-marinho. As poltronas da sala estavam alinhadas de modo que convergiam formando um “L” onde colchão ficava encaixado, por assim dizer.

Ali, meia hora após se automedicar, Jean jazia temporariamente, enrolado em uma coberta de cor amarela e com franjas brancas nas pontas. O cômodo possuía apenas, de ligação com a parte externa da casa, duas capelinhas. A da direita se fechava para a esquerda e vice-versa. Uma pequena mesa de vidro com alguns enfeites de cristal, um móvel que suportava a televisão, um velho aparelho de som e alguns CD’s, uma grande moldura de uma santa e uma prateleira completavam o ambiente.

Jean deleitava tranqüilamente seu sono químico quando foi acordado por um som estranho. Um ruído seco, característico de alguém revirando as telhas da casa. A primeira reação foi abrir os olhos assustados e, ouvindo aquela melodia medonha, sentar-se. Era bastante pavoroso, afinal, ele morava sozinho. Tentou contatar a polícia pelo telefone, mas não conseguiu; não havia sinal no telefone. Alguém cortara a linha. Os estranhos sons cessaram abruptamente. Agora, Jean escutava apenas passos sobre sua cabeça. “Com certeza tem um puto de um ladrão em cima da minha casa” – falava para si mesmo e bem baixinho. “E me parece que quer ser pego, pois faz um alvoroço tremendo para arrombar uma casa”.

Procurou o controle remoto da TV. Em vão. Foi então até ela e a desligou sorrateiramente. Abaixou-se mais um pouco, tateou o móvel por alguns segundos e abriu uma pequena gaveta bem devagar, retirando de lá um revólver preto. Passou a arma para a mão esquerda, e de novo pôs a mão direita no fundo da gaveta olhando para cima, porque os olhos, na escuridão onde se encontrava, de nada serviam. Capturou algumas balas e, com sua habilidade de ex-policial, municiou a arma.

Caminhou bem devagar até a outra sala e cautelosamente abriu a porta do lado de sua casa. Nisto, os passos também cessaram. Agora só era possível ouvir o relógio trabalhando na parede do cômodo onde estava. Seus dedos estavam gelados, a arma estava gelada e ele estava tenso, muito tenso. Não titubeou. Saiu de dentro da casa e foi para o quintal. Lá fora uma paisagem se fez diante dos assustados olhos de Jean. Era lua cheia e o céu estava limpo, sem nenhum sinal de nuvens. O brilho lunar o encorajou, pois agora enxergava um pouco melhor.

O portão da casa era de gradil, de modo que os transeuntes que passassem por ali naquele momento o veriam e vice-versa. Notou uma pessoa no meio da rua, parada de costas para o portão. Empunhou o revólver a fim de acertar o suposto ladrão. Cerrou os olhos para conseguir uma mira melhor e jogou o cão para trás. Com os braços semi-esticados segurava a arma. Quando prendeu a respiração para puxar o gatilho, percebeu o homem virar-se lentamente, meio que trôpego e começar a rir. Fitou aquele homem e percebeu que era Ignácio, o bêbado da rua, que um dia fora, até, seu credor. Estava voltando da noitada de cara cheia. Assim, abaixou a arma com cuidado. Suspirou e sussurrou para si mesmo: “Filho da mãe! Quase leva um tiro à toa”. Não quis se fazer presente para o pobre Ignácio, pois isso acarretaria uma longa conversa chata regada a um hálito horrendo de bebida. Por nada o pobre bêbado caiu no chão. Rapidamente e sem fazer barulho algum, Jean se aproximou e viu o homem falando sozinho e rindo olhando para o satélite natural da terra que os iluminava. Após constatar sua a integridade física, Jean recuou a passos comedidos sem, de novo, se fazer perceber.

Tinha até se esquecido dos sons que escutara de seu leito. Fitou o que pôde sobre a casa com a pouca luz que havia e nada encontrou senão muitas telhas coloniais fora do lugar. Seu telhado era igual ao de um telhado de um chalé, com armações de madeira cobertas por telhas. Muitas destas estavam deslocadas e algumas faltavam. Praguejou um pouco em função das peças que sumiram, pois eram raras e de difícil reposição. Já estava se recolhendo quando ouviu um grunhido esquisito. Girou nos calcanhares e olhou ao seu redor rapidamente apontando a arma. Não encontrou nada. Outra vez o medo lhe subiu a espinha. O revólver já sambava em sua mão. Afastou-se um pouco a fim de ver melhor de onde vinha aquele som. Encostou-se no muro que cercava o seu quintal e viu dois pontos cinzas brilhando no escuro do seu telhado. Fez mira, bastante trêmulo. A lua só iluminava o começo do vão que havia ficado devido à retirada das telhas. Só conseguiu dizer uma frase, com uma voz de horror: “Eu estou com uma arma!”.

Foi quando uma criatura colocou a cabeça para fora da escuridão e lua, com seu brilho branco, apresentou-lhe uma criatura com os olhos de aproximadamente uns dois centímetros de circunferência, queixo e nariz bastante avantajados, e alguns fiapos de cabelo; no máximo uns quatro. O diâmetro total da cabeça era de um metro e alguma coisa. Suas orelhas eram pontiagudas e mediam uns quarenta centímetros. A boca não era dotada de lábios; era apenas um grande vão naquele rosto todo cheio de cortes e veias os quais cruzavam toda a face. Jean, horrorizado, deixou a arma cair ao chão, que disparou. O som do tiro que acertara a parede foi captado por Ignácio, que se levantou e ficou paralisado olhando a cena, já bastante horrorizado também. A criatura pôs lentamente uma perna para fora do telhado, colocando-a direto no chão sem mover a cabeça que ficava parada na direção do estático Jean, fitando-o horrorosamente. Em seguida pôs a outra perna do mesmo modo e direto no chão. Suas pernas eram flexionadas para os lados e não para a frente como um ser humano.

O ser agora precipitava seu corpo para o local correto, acima de suas pernas. Seu dorso era gigantesco; muito cabeludo e forte. Já era possível medir a altura da fera. Uns três metros e meio. Toda de cor amarronzada. Horripilante é o melhor adjetivo que se pode dar. Seu braço era tão forte quanto o dorso. Entretanto, era desproporcional ao corpo e à altura. O braço direito media quase dois metros e tocava o chão com a parte externa de uma enorme mão com cinco dedos. Não havia braço esquerdo!

A coisa tentou estabelecer um tipo de conversa com Jean, mas ele, petrificado de medo, não se movia, apenas ouvia estranhos estalos e arrotos. Após um breve discurso na língua do monstro, o silêncio imperou... Então, seus ouvidos captaram algo. Pareciam seres humanos que estavam com mordaça na boca e não conseguiam falar, apenas emitir grunhidos surdos. Jean estava mesmo apavorado e pensou ter ouvido coisas. Foi quando, atrás da criatura, abriu-se um compartimento que ficou esticado para cima e que fazia parte de seu corpo. A criatura pegou-o pelo tronco, o posicionou perto de seu grande rosto e cuspiu em sua boca e em seu corpo um tipo de substância viscosa que o prendia e amordaçava, impedindo-o de falar. Depois o conduziu, com o braço direito, até o compartimento em questão e o colocou lá, afixado pela mesma substância grudenta. Lá, Jean percebeu que não estava só. Viu outras pessoas, umas cinco no total. Então entendeu os sons que escutara há pouco. Tentou se soltar, mas foi em vão. O compartimento orgânico do monstro se fechou rapidamente, fazendo-o desaparecer no grande corpo daquele ser. Alguns segundos depois, a criatura ejetou um enorme par de asas e voou em direção ao céu iluminado pela lua.

Ignácio olhava aquilo tudo com grande atenção e medo. Medo que lhe fez urinar nas calças e ter um ataque epilético. Ele nunca tivera doença de tal monta, mas o horror daquelas imagens desencadeou o problema.

Depois desta noite, Jean nunca mais foi visto em sua cidade. Seus parentes e depois a polícia entraram em sua casa e viram o seu remédio para dormir, sua TV, ainda ligada, e sua arma, que ficara no quintal, mas não o encontraram.

Toda vez que o ex-credor, Ignácio, era inquirido sobre o paradeiro de Jean pelos parentes do sumido ou pelos policiais, ele dava crises de epilepsia e urinava-se todo. Como nunca fora epilético, os médicos relatam não saberem diagnosticar qual o problema que desencadeou essa doença, tendo em vista que ele não consegue falar o que ocorreu naquela noite. Alguns dizem que pode ter sido a bebida, mas o pobre homem sabe muito bem que não foi!

Fim.




"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos".

Tchau pessoal, por hoje é só. Até a próxima!!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Essa é a nossa realidade ?

"Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito"
------------------------------------------------------------------------------------------------
Olá.
Você alguma vez na vida deve ter se questionado sobre as razões da sua existência, sobre o surgimento da raça humana, sobre porque o céu é azul, ou talvez quem sabe, sobre a existência de forças maiores que regem a terra. É cada um com suas perguntas, diferentes e/ou iguais. Muitos acham que por algum meio; seja ele científico ou religioso, pode-se haver um explicação para sua grande maioria. E de um jeito garantido, é possível se obter várias respostas. Ás vezes para um pergunta, nós temos diversos tipos de respostas. Mas será que podemos confiar realmente em todas as respostas que nos são enviadas ?
Eu sempre fui o tipo de pessoa que se autoquestiona, e que vive fazendo perguntas para "Deus e o mundo". Quando me adicionado menos idade, era quase certo o sentimento de frustração que eu tinha quando alguém não me respondia as perguntas que lhe eram feitas. Ou tinham em sua grande maioria sentido imcompleto. Enfim, creio que não sou o único aqui em busca de respostas. Ás vezes chego a pensar que com a morte sim, poderiamos obter todas as respostas. Tudo então nos seria revelado de forma completa. Por favor, não me interpretem mal! Melhor que lhe seja contado o verdadeiro motivo por trás dessa postagem.

Foi hoje no ônibus, quando eu voltava do colégio, que me deparei com uma das cenas mais cruéis que me poderia ser adicionada à vida. Enquanto eu lamentava o tédio em que a minha vida se encontrava, e pelo fracasso do teste de matemática. Querendo vir a óbito pelo mesmo.
Subiu uma garotinha da faixa etária de 7 anos. Esta se dirigiu a todos os passageiros de forma simples e humilde, distribuindo um produto, que tinha em seu verso a frase, "Sou surdo". Não faço de nenhuma importância os motivos nos quais a levaram alí. O que me fez com que as lágrimas me doessem os olhos, foi o olhar e a simplicidade daquela criança. A sensação que eu tive foi um pedido de socorro. Era como se aquela criança estivesse me pedindo ajuda. Comecei a questionar sobre a existência de Deus. Onde é que ele anda, se os filhos D'ele vivem aqui na terra ? Muitas vezes sozinhos, abandonados, presos à ilusão. De um modo geral, jogados à sorte. Só sei que nada fiz para ajudar aquela garotinha. E a possibilidade de não poder fazer nada adiante, assusta. Por sinal, o que poderia eu fazer ? Adotá-la ? Leva-la para casa ?
Tomando como conhecimento a minha menor idade, e a minha falta de condições para exercer qualquer tipo de providência, sobre determinadas situações. É perceptível as mãos que tenho atadas. Mas se cada um fizer a sua parte em contribuição ao bem da humanidade. O nosso "futuro melhor" estará garantido. Isso serve para os candidatos eleitorais. Não pense vocês que isso é um joguinho de alienados, pois concerteza, eu acredito na justiça acima da dos homens. Espero anciosamente que não só vocês, mas todos os malfeitores, tenham o seu fim justo. Porque essa história de querer o mal dos outros, de enganar, furtar, invejar e abusar dos menos desfavorecidos, não faz sentido! Não vale é colocar a culpa em quem nem conhecemos!
Só sei que essa história de um monte de respostas sobre uma mesma pergunta me deixa confuso. "Só sei que nada sei".



"O diabo está nos detalhes"

Por hoje é só. Até a próxima!!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O último vôo

" O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela"

Oi.
E aí, o que acharam da última história contada aqui no blog ? Sei que vou prestigiar várias visões diferentes, mas o que eu tenho a dizer hoje, é um fato extremamente triste. E eu sei que você vai ficar totalmente comovido com essa situação. Não se desespere! Só peço que tenha bastante calma, pois vou contar exatamente como tudo aconteceu.

Era fim de mais uma jornada escolar matinal. Eu e os meus dois amigos, nos dirigiamos ao ponto "final" de ônibus. Chegando lá, fizemos tudo como de costume. Conversávamos na espera da condução, e podemos perceber a presença de pombos na pista. (Onde passam os carros)
Logo pensei tragica e ligeiramente na possibilidade de um acontecimento. Quando
inesperadamente, nos demos conta da cena horrível presente à frente. Uma vida foi ceifada diante dos nossos olhos. "Não, não se assustem, porque foi só mais um animal inútil e irracional". <<-- Está errado quem pensa assim.
Logo depois, com a ida de uns para casa, restando eu então "somente". (Outro acontecimento) Com o passar de um carro, a "morte" foi jogada bem à minha frente. E eu pude ver absurdamente o quanto ela é feia. Ela é horrível!!-->> Brinquei um pouco, mas o caso é sério!
O que concluímos, é que basta estar vivo para morrer. Num instante você está alí, depois não está mais. E isso assusta! Porque não é nada fácil essa história de separação.

---------------------------------------------------------------------------------------------

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será nossa vida:

Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito o que dizer:

Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem graves e simples.

Pois para isso fomos feitos: Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte
De repente nunca mais esperaremos
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

"Vinicius de Moraes"

Por favor: Um minuto de S I L Ê N C I O!















Muito Obrigado!
Até a próxima, se assim sobrevivermos!!

sábado, 14 de agosto de 2010

Conte a sua história!

"Nem sempre o que se esconde atrás dos fatos é a verdade. Nem sempre a verdade pode ser dita. Porque de todo quando esta é revelada. Nem mesmo quem a confessa acredita.
E quando finalmente tudo se descobre. Se lastima não se ter observado tudo".
Quem sabe onde a verdade se esconde ?

Oi pessoal. (Pelo menos a todos os sobreviventes de ontem) Brinks
Preparados para mais uma história, cercada de mistérios ?
Pois é, esse mistério será descoberto aqui, por você!!
A paixão... o desencontro... a morte; e, na raiz de tudo a ação ignóbil de forças ocultas, são utilizados por Daiana de Almeida para compor a história que você vai ler. Em 5... 4... 3... 2... 1...

Vultos

Seguem-me, sempre que me virar ali estarão, escondendo-se na minha sombra, tão provocantemente perto, que se parar é possível que esbarrem em meu corpo.
Astutos, invocados, não se deixam apagar, jamais sumiram.
Entram pelos focos de medo, esvaem-se por dentro do corpo, como crianças em um playground.
E que forças maciças, sagazes em destruir eles têm, e que desejo ininterrupto em trucidar os sonhos eles emanam.
Estão sempre presentes, sempre ali no canto da alma.

Eric Dawoint, era sem dúvidas uma pessoa solitária, alguém que não se via, que não se notava. A não ser por Jullie, que do 7° andar de seu apartamento compacto e velho, o via por entre dois ou três minutos de todos seus dias, atravessando pela avenida central:
- Como eu queria que tu olhasses pra minha janela uma vez, apenas. Suspira a garota. A mesma garota que por seis longos meses, vivera trancada por livre vontade. Os pais de Jullie a queriam internada, em um hospital psiquiátrico, pois após a data de 2 de agosto, Jullie vivia em outro plano; mesmo estando viva, parecia não ter mais sentimentos, vontades, nem nada que uma bela e jovem garota de sua idade poderia querer naturalmente.

A porta.

Eric procurava a chave, dentro do bolso de sua calça jeans surrada, e em seguida de sua jaqueta azul.
- Onde estará... Devo de ter deixado cair em alguma rua por onde passei.
Neste mesmo instante, Jullie o vê saindo do pequeno prédio:
- O que será que houve ? Ele sempre demora uma ou duas horas alí dentro. Pensa a menina, olhando para o relógio. Entretida por seus pensamentos, nem se dá conta de que pela primeira vez Eric lança um olhar diretamente em sua sacada.
Os olhos de Eric são desvencilhados pelo carro que já não irá esperar que ele passe...

Susto. Um grito.

Meu Deus!!! - Jullie não crê em que seus olhos vêem.
Por aquele instante ela esquece-se do mal, e corre pelas escadas, descendo tão rapidamente quanto um cão à caça de um gato.

A rua... Vazia

Meu Deus! Alguém!
Mas parecia que as pessoas daquela rua, apenas daquela rua, haviam sumido.
Jullie o agarra pelos ombros e olha para o seu rosto:
- Como és belo! Oh, meu Deus, e está gelado! Será que está morto ?
Então sua pegunta é respondida:
- Sim, ele acaba de morrer.
Vagarosamente, como que em um filme em câmera lenta, Jullie vira-se.
E vê o que seus olhos temiam que visse novamente. O próprio demônio em sua forma mais realista e putrefata:
- Assim que ele lançou os olhos em ti, mesmo que pela primeira vez, eu o matei para que não pudesse te ver nunca mais... Seus lábios viscosos riam solenemente por mais uma vitória sobre um ser humano.
- Maldito seja. Tua ambição por mim, nunca será ressarcida, nunca terás um pensamento meu sequer em teu nome. Ela o enfrentou com os olhos tão vermelhos quanto os do próprio Lúcifer, que a fitavam com prazer, comprimindo os olhos como quem de perto quer melhor enxergar:
- Minha jovem bela, teu ódio alimenta mais a minha devoção à tua alma. Tua alma será minha, sempre será. Completa o maldíto ser.
Como a sombra feita pela nuvem no sol, repentinamente ele desaparece por entre o a ar daquela tarde negra.
Havia, no entanto, algo que não tinha sido visto por Jullie: na mão esquerda de Eric havia a marca de uma chave, como se queimada ali mesmo, na palma de sua mão.
- O que será isso ? Pergunta-se tristemente, ao dar-se então importância de que ele a havia visto, e antes que tivessem trocado o primeiro olhar, ele fora tirado de sua vida.
Levaram-no então, a ambulância tardia, que chegara após o ocorrido.

Os dias se passavam, e a vida ia junto do vento rapidamente...
A vida de Jullie haveria de ter mudado naquele dia.
Aquela marca de chave na mão de seu admirado, agora morto, a deixava cada dia um hora a menos pra dormir.
Suas noites eram curtas, repentinas, nem sonhava, até que um dia isso mudou.
Era uma porta, uma porta velha e rústicamente desenhada, repleta traços indefinidos. Era quente por ali, mas sentia que por debaixo daquela porta um novo ar frio se misturava com o velho ar dali.
Então a porta se abriu, rapidamente, como se fosse sair um monstro assustador que a pegaria...
Mas nada daquela porta saiu. Era o silêncio incessante que lhe intrigava para adentrar por ali.
Então o fez. Nada se via além de uma cadeira, mas por um instante tudo mudara.
A porta fechara trancando-se sozinha com uma chave de ouro. A mesma chave marcara seu sonho destruído.
Então, como se por um instante sua mente fosse engolida por uma televisão, cenas brotavam diante de seus olhos; então ela viu o que ocorrera dias antes do dia 02 de agosto, quando pela primeira vez havia visto seu maior inimigo, Lúcifer.

O rapaz senta-se na cadeira e estende suas mãos:
- Quero-a, eu a quero, apenas para mim. Disse Eric enfeitiçado, e olhava para ele dentro dos olhos pútridos e avermelhados com o sangue de tantas almas amaldiçoadas.
- Se a queres, tê-la-has, mas terei a ti, tua alma e teu corpo. Esta é a condição, aceitas ? Com os olhos mais sagazes que se é possível desprezar, ele pergunta.
- Sim. Responde o jovem.
Então o ser malígno lhe entrega a chave que lhe arde a mão, marcando-lhe a morte.
-Ela será sua, assim que eu a visitar e soprar-lhe no ouvido teu nome.

Assim então tudo se esclarece para Jullie.
Antes mesmo de conhecê-lo, Eric já a idolatrava e um pacto fizera.
Mas, por um desatino do tempo, o próprio demônio caira em sua controvérsia, pois assim que a visitara, via, em seus malditos olhos, algo que queria pra sí próprio...

E era algo que prometera a outro...


Contos Grotescos
Contos de horror e fantasia.

Por hoje é só, até a próxima.




"Eu permito a todos serem como quiserem, e a mim como devo ser" (Chico Xavier)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Acontecimentos recentes

Oi.
Depois do longo episódio da noite anterior, com sonhos que vão piorando cada vez mais o meu conceito de estranho. E depois da tentativa desesperadora de pegar a condução (O buzú) para o colégio, chegando assim atrasado no mesmo.(O que não foi tão ruim). Eu pude estar presente em um dos dias mais estressantes da minha vida. É difícil acreditar que existem pessoas que querem acabar com você, que por algum motivo elas te detestam. É o que acontece hoje no mundo. Um monte de babacas que só vivem para degustar a infelicidade dos outros. O pior de tudo é que existem determinadas situações, que envolvem pessoas que você gosta. E mesmo que a "verdade" não esteja presente em situações como essa, você se deixa contaminar pelo veneno procedente dessa "gente". Consequentemente, a "ráiva" toma conta de você e em um cego você se faz. O que eu quero dizer, é que se você não tiver autocontrole, acaba fazendo "besteira". Besteira de todos os tipos, desde a mais simples, até aquela que complica a sua vida.
"Sabe, que muitos me chamam de "lerdo sem noção", porque quase nunca eu revido situações como essa. Pois é, eu fico neutro. Essas pessoas não tem mais do que a minha indiferença.
Confesso que tento ajudar esses coitados, porque eu acredito que a vida não é só esse mundo, onde agente costuma se prender. Acredito na existência de dívidas, acredito nos meus ideais, acredito na imortalidade, enfim, acredito no impossível. É bem verdade que a imperfeição faz parte da minha vida, infelizmente. Mas o sentimento de ajudar os outros, de querer o mundo melhor e ser digno da existência, move essas imperfeições que um dia concerteza irão se dissipar". >>(Ele geralmente não fala na primeira pessoa).
Por fim, um aviso prazeroso aos navegantes da terra. "EIS UM PEQUENO FATO: você vai morrer". Faça o bem ou mereça o pior!
UM AVISO TRANQUILIZADOR: isso não pode ser tão ruim assim. No final todo mundo se entende.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Que eu não perca a vontade de viver, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa...
Que eu não perca a vontade de ter amigos, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas...
Que eu não perca a vontade de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são imcapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda...
Que eu não perca o equilibrio, mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia...
Que eu não perca a vontade de amar, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim...
Que eu não perca a luz e o brilho no olhar, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão o meu olhar...
Que eu não perca a razão, mesmo sabendo que as tentações do mundo são inúmeras e deliciosas...
Que eu não perca o sentimento de justiça, mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu...
Que eu não perca o amor pela minha família, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para eu manter a harmonia...
Que eu não perca a vontade de ser grande, mesmo sabendo que o mundo é pequeno...
E acima de tudo
Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!
Que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...
A vida é construída nos sonhos e concretizada no amor!


Francisco Cândido Xavier

Por hoje é só, uma boa noite e até a próxima!!

domingo, 8 de agosto de 2010

"Especial" Dia dos Pais

Oi.
Ao que tudo indica, o Dia dos Pais tem origem semelhante aos Dia das Mães, e em ambas as datas a idéia inicial, foi praticamente a mesma: criar datas para fortalecer os laços familiares e o respeito por aqueles que nos deram a vida.
No Brasil, a idéia de comemorar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família.
Sua data foi alterada para o 2° domingo de agosto por motivos comerciais, ficando diferente da americana e européia.

"Ser Pai"

Ser pai é ser companheiro,
construindo no ninho do lar a grandeza dos filhos,
para aliceçar valores que edificam a sociedade.

Ser pai é ser jardineiro,
plantando raízes de virtude com mãos delicadas,
para que o lar seja sementeira de luz e de verdade.

Ser pai é ser herói,
protejendo o espaço sagrado de seu templo-família,
Cultivando no coração de seus filhos o germe da hamornia.

Ser pai é ser fonte de vida,
inaugurando nossa história com gestos de amor,
renovando perenemente a herança da criação.

Ser pai é ser poerta,
declamando com carinho os versos de sua existência,
para cultivar e enobrecer os projetos de nossa existência.

"Muito obrigado Pai"

Por ter me entendido enquanto eu crescia
e por ter aceitado minhas tão rápidas mudanças.
Deve ter sido difícil manter-se em calma comigo,
mas você sempre tentou e quase sempre conseguiu.

Pelos elogios e pelos incentivos.
Foi sempre por isso que eu me senti bom
e quiz continuar sendo digno da sua fé em mim.

Por ajudar-me a explorar meus talentos e potencias.
Por ter me ensinado que para ser feliz,
eu tinha que ser eu mesmo e não como você
ou igual a outros que você admirava.

Obrigado, Pai
Por sempre ter me ouvido.

Ouça-me mais uma vez agora:
Eu amo você!!

Silvia Schmidt >> Fonte portal da família.
1999 "Nossas Raízes"

sábado, 7 de agosto de 2010

Conte a sua história!

Olá.
Hoje é a estreia do "Conte a sua história" no blog. Por favor não se sintam obrigados a continuar a leitura, pois essa história realmente me deixou assustado por volta dos meus 14 anos. Dito isso! Vou precisar da imaginação de vocês para que embarquem nessa misteriosa e assustadora aventura.

Uma noite chuvosa, uma estrada deserta, um solitário viajante, uma casa mal iluminada, um casal de velhinhos. Esses elementos, e mais uma boa dose de mistério, são utilizados por Edson Gabriel Garcia para compor a história que você vai ler. Em 5... 4... 3... 2... 1...

O casal de velhos

O céu estava escurecendo rapidamente, fechado, com nuvens escuras, quase pretas, anunciando uma tempestade de trovões, relâmpagos e água pesada. Manezinho apressou o passo na estrada deserta meio sem saber o que fazer. Tinha pegado uma carona até o trevo e agora caminhava em direção à cidade que se escondia do lado de lá da pequena montanha. Quase uma hora de caminhada e via apenas a estradinha se espichando em direção ao monte de terra. Tomaria chuva, concerteza. No máximo, tentaria se esconder debaixo daquelas arvorezinhas ráquiticas que margeavam o caminho. A escuridão aumentou ainda mais, fazendo que ele, um homem danado de corajoso, tivessem medo do temporal e do aguaceiro que estavam para vir. Pensou em correr um pouco, mas desistiu, achando que nada adiantaria. Olhou para cima, como que buscando explicação, e resmungou: "Que venha água, que eu não tenho medo"!
Mal acabara de resmungar, avistou uma casinha branca e suja, na beira da estrada quase sem vegetação. Manezinho levou um susto que o fez arrepiar: até bem pouco atrás, algumas dezenas de passos antes, a casinha não estava ali. Ou estava vendo uma miragem ou o medo da tempestade era real e não o estava deixando ver nada à sua frente. De qualquer forma, após a primeira impressão de estranhamento, apressou-se em bater à porta e pedir guarida, antes que a natureza o castigasse:
- Ó de casa!
Silêncio.
- Ó de casa! Tem gente aí ?
Ouviu um ruído de ferro rangendo e a porta de madeira se abriu. Um rosto velho, cheio de rugas, mas simpático, apareceu com um sorriso acolhedor. Manezinho se explicou à velha senhora:
- Vem chuva brava aí, minha senhora. Ainda estou longe da cidade...
A velha olhava ternamente para Manezinho.
- ... se a senhora não se importar...
- Claro que não, meu filho. Entre. A casa é pobre, mas dá para receber mais um.
- Obrigado! Assim que a chuva passar, eu vou embora.
- Não precisa ter pressa. A casa é pobre mas cabe mais um. Entre.
Manezinho entrou. A casa era pobre mesmo. Ou melhor, reparando bem, a casa, na verdade, era estranha, mais estranha do que pobre: o cômodo em que se encontrava era grande, escuro, com luz de velas e três cadeiras apenas; havia outro cômodo, mas estava fechado. Numa das cadeiras estava sentado outro habitante da casa, um velho não menos simpático:
- Fique à vontade - disse, levantando-se para cumprimentá-lo com uma enorme mão fria...
- Sente-se.
Manezinho sentou-se. Os velhos também se sentaram. Pareciam tristes, mas queriam conversa. - O senhor vem de longe ?
Manezinho contou alguns pedaços de sua história.
- Não tenho lugar de onde venho. Faz três ou quatro anos que não tenho lugar fixo. Sou do mundo... andando aqui e ali... Paro um pouco em cada lugar, trabalho, ganho algum dinheiro e torno a seguir caminho.
Um cheiro forte de velas tomava conta de cômodo e da história.
- Você não tem família ?
Manezinho não soube quem perguntou, se o velho ou a velha. Teve a impressão de que a voz não viera de nenhum dos dois, que viera de algum outro lugar, tamanha era a quietude silenciosa do casal de velhos.
Mais um pouco da sua história cheirando a velas:
- Não tenho. Já tive um dia! Tive duas.
- Duas ?
- É Uma família onde eu nasci e outra que me criou desde pequeno. Depois que eu cresci e aprendi uma profissão, resolvi correr o mundo à procura de meus pais verdadeiros.
- E ainda não encontrou seus pais verdadeiros ?
Manezinho entendeu que a pergunta tinha vindo da velha senhora. A fraca luz das velas e o escuro de cômodo davam-lhe a impressão de que ela era transparente, algo nebuloso, sem consistência. Achou que fosse maluquice sua, efeito do cansaço e medo da tempestade. Olhou mais fixamente para ela e respondeu:
- Não. Acho que nem vou encontrar. Mas gostaria muito de encontrá-los e dizer-lhes que gosto muito deles, mesmo tendo sido criado por outras pessoas. Eu tenho uma fotografia deles me carregando no colo. Está muito gasta e estragada, mas é a única coisa que tenho para procurá-los. Quem sabe, um dia...
- Nós tembém passamos boa parte da vida procurando o único filho que tivemos...
Manezinho teve a impressão de que fora o velhinho o dono da fala. Continuou a conversa, dirigindo se a ele:
- Procurando...?
- O destino tirou nosso filho. Eu não gostaria de morrer sem ver nosso filho.
Um silêncio mortal, regado a cheiro de vela, barulho de chuva, trovões e relâmpagos, interrompeu momentaneamente a conversa.
- Vou fazer uma sopa. O senhor aceita tomar um prato conosco ?
- Aceito, claro.
A velha senhora foi ao outro cômodo, que estava fechado, e no mesmo instante voltou com dois pratos de sopa. Ofereceu um ao velho e o outro a Manezinho. Voltou, buscou outro para si e veio sentar-se junto deles.
- É uma sopa pobre, mas é a mesma que ofereceríamos ao nosso filho se o encontrássemos.
Manezinho tomou a sopa por gentileza. Não tinha gosto algum o líquido que levava à boca.
Depois continuaram a conversa, devagar, com intervalos de silêncio, mas sem parar. Havia nos velhos algo de extremamente simpático e familiar, algo que, apesar das estranhezas da casa e do comportamento deles, cativava Manezinho.
- Acho que seria a minha maior alegria reencontrar meus pais.
- Também seria a nossa grande alegria rever o filho que o destino levou...
A conversa arrastou-se por mais tempo. Manezinho, às vezes, tinha a impressão de que conversava sozinho, tamanha era a quietude do casal de velhos. Foi assim até que sentiu sono. A tempestade tinha passado e ele decidiu que podia continuar a caminhada. Mas a gentileza dos velhinhos segurou-o mais tempo, dessa vez para dormir.
- Não se vá. Está escuro e a cidade fica longe. Durma aqui e amanhã você seguirá caminho. Não tem cama, mas você pode se ajeitar num canto qualquer.
Ele agradeceu e aceitou. Encostou-se num canto do comôdo, esticou o corpo no chão frio, apoiou a cabeça na malade lona que trazia consigo e dormiu. Dormiu cansado, ainda com fome, com frio e uma esquisita sensação de não estar entendendo direito sua presença naquela casa e a conversa com com o casal de velhos. Dormiu mal, uma noite cheia de sonhos estranhos, pesados e incompreensíveis.
Acordou da noite maldormida com a luz forte do sol filtrada pelo grosso vidro da porta da casa. Ainda cansado pela noite de sono ruim, correu lentamente os olhos pelos espaços da casa, procurando primeiro a presença dos velhos e depois os objetos conhecidos. Não encontrou nem uma coisa nem outra. Não havia barulho de pessoas, só silêncio. Não havia sinais de vida. Só três cadeiras escuras encostadas à parede e quatro cavaletes, como se fosse um altar, enormes castiçais com grandes velas brancas pareciam arrumados para alguma cerimônia. Ele deu um pulo, o coração batendo desesperado, quase à boca, e correu para a porta, abrindo-a imediatamente.
Não fosse Manezinho quem era, uma pessoa acostumada às surpresas, às mudanças, aos reveses da vida, teria sucumbido ante o susto que levou quando percebeu onde estava: acabara de passar a noite na capela do cemitério da cidade. Saiu disparado em direção ao portão. No caminho, encontrou uma pessoa, provavelmente o coveiro, cavando duas covas. Parou afobado junto ao homem e perguntou-lhe:
- O senhor pode me dizer se há por aqui uma pequena casa habitada por um simpático casal de velhos ?
O coveiro ergueu o corpo, descansou a pá suja de terra e respondeu:
- Não moço. No caminho da cidade só tem mesmo o cemitério. Agora... o casal de velhos simpáticos de que o senhor está falando pode ser o que morreu esta noite. São dois velhos que moram perto da escola. Eles morreram, depois da chuvarada. Essas covas são para eles...
Um arrepio profundo quase revirou o corpo de Manezinho. Lembrou-se conversa, da sopa, do cheiro de vela...
- Onde o senhor disse que eles moram ?
- Moravam, moço. Agora já morreram.
- Perto da escola. Todo mundo sabe, é só perguntar.
Manezinho disparou pela estrada. Estava um pouco longe, mas a carreira foi tão aflita e desesperada que num instante a cidade chegou perto dele. Mais um instante e descobriu a casa do casal de velhos. Sentiu que estava perto, bem perto de alguma explicação. O cheiro de velas da noite anterior voltou aos seus sentidos quando entrou na pequena onde estavam, lado a lado, os dois caixões de madeira com os corpos. Aproximou-se, devagar, e viu os rostos do simpático casal com quem passara a noite anterior. O estômago vazio resmungou em coro com o coraçãoacelerado. Ali estavam seus dois companheiros de conversa! Mas faltava alguma coisa ainda. Faltava uma explicação. Por que ele ? Por que eles ? Por mais que procurasse entender o episódio da noite passada no cemitério, não conseguia encontrar explicações.
Ficou muito tempo em pé, parado em frente aos corpos, em meio à curiosidade das pessoas que ali estavam. Alguém lembrou-se de convidá-lo à sentar-se. Manezinho agradeceu e sentou-se. Os olhos começaram a correr a parede, mecanicamente, procurando aqui e ali os detalhes que estavam escapando de sua compreensão. E foi assim, nessa procura, recolhendo pedaços de lembranças, que reparou em moldura desbotada prasa à parede.
"Não é possível! Não é possível!"
Apanhou sua carteira e, atrapalhado, remexendo papéis e cédulas velhas de dinheiro, pegou uma pequena fotografia. Nela, um casal abraçava carinhosamente uma criança de cerca de três anos. Era a foto dele com seus pais verdadeiros, primeira e única foto relíquia guardada por anos e anos.
Manezinho levantou-se, trêmulo e se aproximou da foto maior da parede.
Ergueu a sua e comparou. Eram rigorosamente a mesma foto.
A cidade toda ouviu o grito de Manezinho.

Edson Gabriel Garcia. Sete gritos de terror.
São Paulo, Moderna, 1991.

Pessoal por hoje é só! Até a próxima!!






"Não há problema que não possa ser solucionado pela paciência".
(Chico Xavier)






sexta-feira, 6 de agosto de 2010

"Estória" ou "história" ?

"Envergonha-te menos de confessar a tua ignorância do que de teimar numa discussão tola"
(E. Joceline)

O vocábulo "estória" foi adotado no Brasil numa tentativa de diferenciar os contos infantis, ou de outra natureza, dos fatos tidos como reais. Esse termo era utilizado para caracterizar as coisas que não eram reais. Tinhamos então o produto da imaginação, da fantasia. Ainda existem muitos defensores dessa diferenciação. Tomando como realidade, "estória" é o sinônimo de "história", e atualmente a palavra caiu em desuso.
(Isso explica o não conhecimento de alguns pela palavra).

"Estória" ou "história" na verdade significam claramente, indiscutivelmente, coerentemente a mesma coisa.

"Anônimo"
Desde já fico muito agradecido pelo fato da sua enorme preocupação em ampliar o meu vocabulário, mesmo que isso tenha sido apenas uma tentativa.

"Eu significante"
Anderson C. Costa

Eu, que me apresento ao mundo como um significante,
E que sou um significado para o outro,
Não sei eu mesmo o que significo para mim:
- Deveras...

O jogo de significantes e significado me confundi,
E às vezes significo para mim o que o outro deseja
Que eu signifique:
- E sofro...

Mas sendo um significante que significa algo,
Perscruto o horizonte de minh' alma,
E só encontro significados velados.

O algo que significo, foge de mim mesmo,
E corro em busca do sentido,
E vivo mergulhado em nem sei o que...









<--- (Crepúsculo)

Pessoal por hoje é só, espero que algo tenha sido válido e acrescentado na vida de vocês. E não percam amanhã o "Conte a sua história"!!

Ps.: Estória, história tanto faz!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Sexualidade

"O amor tem razões que a própria razão desconhece".
Oi.
"A frase acima foi citada por um amigo meu, hoje, enquanto conversávamos".
Pois é, decidi falar sobre este determinado assunto, porque ele parece ser um dos mais discutidos entre os jovens atualmente. Foi hoje na sala de aula que a discussão tomou um rumo semelhante, quando a professora se envolveu, e do jeito mais educado tentou abordar o assunto referente a sexualidade. E surgiu uma "verdadeira" e passageira polêmica entre os estudantes. Alguns inclusive, chegaram a dizer que " por pura "descaração" as pessoas estavam escolhendo os parceiros errados, e que estariam até infligindo uma lei sagrada". Outros, pelo lado mais descontraído chegaram a dizer que essas pessoas deveriam optar por uma vida sem sexo, ou seja, elas deveriam ser "assexuadas".
"Alguns se perguntam se a lei de Deus condena o homossexualismo, outros ensinam que as leis que condenam o homossexualismo se aplicavam somente à nação de Israel" (palavras de Brian Schwertley).
Eu iria postar vários outros argumentos sobre o autor, mas não acho tão adequado no momento.

Foi também discutido o assunto da transexualidade, que é o ato do indivíduo travestir-se com a idêntidade do sexo oposto. Bem eu não sei o que se passa na cabeça desse pessoal, por isso mesmo não vou ousar criticá-los.

E pra finalizar esse assunto eu queria expor minha idéia sobre o tal:
Eu acho que é muito fácil para as pessoas critícarem o próximo, quando nem sequer conhecem seus preconceitos. Confesso que já pratiquei e fui vítima do ato de criticar os outros, contudo percebi que é muito melhor ser criticado do quê criticar alguém. Não ligo para críticas, desde que estas tenham um embasamento construtivo à vida.

"A vida é muito mais do quê essas coisas que caminham nos pensamentos de cada ser, entre o possível e o impossível existem vários caminhos à serem percorridos". Depende de qual caminho você vai querer seguir --> Criei agora.
Mensagem - Sonho ou Realidade
( Thais S. Francisco )
Entro em sintonia contigo,
Apesar da distância e... então...
Nossas asas se tocam levemente...e
Juntos alçamos vôo...indo até o infinito
Chegando aos pés do Criador para então...
Agradecer a bondade infinita, de nos permitir...
Momentos sublimes de alegria e paz...
Flutuando na imensidão dos céus...
Momentos esses...
Apenas imaginários... mas...
Se o sentimos juntos...
Então não é imaginação...
É realidade!!!





Por hoje é só, espero que tenham gostado!!




quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Estreia

Olá pessoal.
Estreia hoje minha primeira postagem no blog, e com ela uma breve previsão de como será o blog. O mesmo será retratado com vários assuntos que são relevantes no nosso dia-a-dia. Possa ser que alguns nem sejam tão relevantes assim, mas prometo fazer de forma bastante descontraída, abordando meus pensamentos e postando algumas estórias de minha autoria. Possibilitando aos leitores a também criar estórias fictícias ou até mesmo verídicas. Sendo assim, as selecionadas irão fazer parte do "pequeno" fragmento do blog chamado "Conte a sua história", que será divulgado todo o dia de sábado. A primeira estória a ser divulgada fará parte da minha coleção. Por isso não perca no próximo sábado o quadro "Conte a sua história "!! (Obs.: As estórias possuírão gêneros diversos).

Mensagem - Chico Xavier

Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprogama tua meta,
Busca o bem e viverás melhor.
Embora ninguém possa voltar atrás e
fazer um novo começo,
Qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

Bem, por hoje é só, obrigado á todos os leitores. Conto com vocês amanhã na próxima postagem. Espero que gostem. Não percam!!