sábado, 25 de setembro de 2010

Paralisia do sono

Paralisia do sono é a estranha sensação de nao poder movimentar nenhum músculo do corpo.

Oi.
O último assunto aqui tratado, foi sobre as questões do sonho e a influência que ele exerce nas pessoas. Volto agora a me questionar sobre aquelas sensações que uma parte da população costuma sofrer à noite.

No sono normal durante o qual que se sonha, o cérebro está muito ativo, os olhos se movem rapidamente (este estágio é chamado REM, Rapid Eye Movement, ou MRO, Movimento Rápido dos Olhos) e todos os principais músculos corporais estão paralisados. Não estão rígidos e contraídos, mas muito relaxados. Estão paralisados porque os sinais que vêm do cérebro são incapazes de estimulá-los a se contrair. Essa paralisia é necessária porque se não fosse dessa forma você atuaria fisicamente nos seus sonhos. Normalmente as pessoas não percebem conscientemente a paralisia. Entretanto, ocasionalmente algo dá errado com o mecanismo, por exemplo, se você está muito cansado, se trabalhou demais, se está excitado ou preocupado. Nestas situações, você pode ficar paralisado antes de estar realmente adormecido, ou acordar e ainda encontrar-se paralisado por estar sonhando. Isto é chamado de "paralisia do sono".
Embora a paralisia do sono seja conhecida há muitos anos, existe muito pouca pesquisa sobre ela. Por exemplo, há evidências de que pessoas que sofrem de paralisia do sono são bem ajustadas psicologicamente, e não há nenhuma evidência de patologia ou doença associadas a ela.
Sabe-se que a sensação de presença pode ser criada estimulando os lobos temporais do cérebro. Eles estão acima das orelhas em ambos os lados do cérebro e lidam com a integração entre memória e experiência, com a imagem do corpo e muitas outras funções. Epilépticos freqüentemente têm o foco dos seus ataques nesta área do cérebro. Estimular o lobo temporal (por exemplo, com eletrodos ou com campos magnéticos) pode causar experiências de projeção astral, experiências místicas, sensações de flutuar e voar e também a sensação de que há alguém com você - mesmo que você não possa ver nada. O lobo temporal é especialmente ativo durante certas fases do sono e assim pode haver uma conexão aqui com a paralisia do sono. Algumas pessoas também têm lobos temporais muito mais instáveis do que outras. O que é chamado de "instabilidade do lobo temporal" pode ser medido, e as pessoas com altos graus nessa escala (com os lobos temporais instáveis ou altamente ativos) tendem a ser mais artísticas. Relatam mais freqüentemente experiências de déjà vu, místicas, mediúnicas e de projeção astral, e têm mais freqüentemente amigos imaginários na infância. Ainda não está claro qual a conexão com paralisia do sono ou se os fenômenos do lobo temporal podem ser responsáveis pela sensação de presença e pelas criaturas estranhas. Uma pergunta fascinante surge aqui. A pessoa está realmente acordada, com os olhos abertos, olhando de fato para o quarto e tendo uma alucinação a respeito da criatura? Ou é tudo sonho? O fato de que as pessoas parecem ver seus quartos normalmente e podem ouvir ruídos na rua ou no rádio sugerem que estão acordados, mas elas ainda pode estar com olhos fechados e tendo uma alucinação da cena inteira - o quarto incluído.

(Publi saúde - Paralisia do sono)

Veja agora o relato que me fez curioso sobre o determinado assunto, é de um amigo meu do colégio.

Na última quinta-feira essa sensação terrivel retornou depois de muito tempo. Eram 22:00 hs da noite, quando eu ainda me preparava para dormir. Geralmente não costumo dormir assim tão tarde, mas por eu ter chegado naquele dia muito cansado do colégio, resolvi dormir um pouco à tarde. À noite no meu quarto, quando eu já estava deitado, senti uma presença estranha no mesmo, e depois de muito ter ficado impaciente com essa sensação estranha, levantei e me dirigi até o sofá da sala. Por algum motivo eu me sinto mais seguro lá.
Me deitei e fechei os olhos. De imediato senti a minha respiração prender. As minhas tentativas de gritar, pedir ajuda, me mover eram completamente falhas. O pior de tudo é que conseguia ouvir tudo o que acontecia naquele instante. Não falo de vozes desconhecidas ou zumbidos estranhos. O que de fato agora convém é uma voz familiar, a voz da minha mãe que conversava em outro revestimento. Eu cheguei a olhar pelo canto do olho o lugar escuro e se não me faltava a visão, uma criatura baixinha e obscura estava sobre a minha cabeça. Era ela de fato quem me roubava as forças e não permitia que eu me retirasse dalí. Quando me senti quase sem forças parei de lutar contra o meu próprio corpo, foi quando eu retomei os movimentos e expliquei a minha mãe o que havia acontecido. Ela disse que isso acontecia com muita frequência quando ela era mais nova.
A verdade é que esse caso em especial começou no ano de 2005, quando eu tinha 12 anos. Antes eram sonhos constantes onde eu me via em um dos cômodos da casa. De repente surgiam vultos estranhos e me surpreendiam com esse mesmo ato paralisante, mas eu tinha certeza de que era apenas um sonho ruim.
No ano passado eu quase pude ter a certeza de que estava fora do corpo, e flutuando pela casa, quando alguma coisa me pôs de novo no lugar. Despertei logo em seguida.
Já tive várias explicações cientificas e religiosas ao respeito, porém nenhuma totalmente convincente. Se eu nunca tivesse passado por isso e alguém me contasse, concerteza não acreditaria tão facilmente, bem como não desacreditaria.


Bons sonhos, até a próxima!!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sonhos

"O sonho é a estrada real que conduz ao inconsciente."
(Sigmund Freud)

Olá.
É um prazer estar aqui novamente, visto em que é a minha primeira postagem no mês, depois de muito tempo. Pois é, eu estava sem nada para fazer e resolvi expôr mais uma vez alguns dos meus pensamentos. E o que me leva a pensar hoje, é a questão dos sonhos.
O sonho é uma experiência que possui significados distintos se for ampliado um debate que envolva religião, ciência e cultura. Para a ciência, é uma experiência de imaginação do inconsciente durante nosso período de sono. Recentemente, descobriu-se que até os bebês no útero têm sono REM (movimentos rápidos dos olhos) e sonham, mas não se sabe com o quê. Em diversas tradições culturais e religiosas, o sonho aparece revestido de poderes premonitórios ou até mesmo de uma expansão da consciência.

O Sonho na teoria psicanalítica de Freud


O conteúdo onírico é de suma importância para a compreensão do inconsciente de quem o produz. Por isso a Psicanálise vê com tanta atenção este produto da mente, que é o sonho. Gastão Pereira da Silva define o sonho de uma forma que bem demonstra sua relevância.

Uma função psíquica encarregada de compensar, de suavizar, de substituir,
mesmo, uma realidade que nos é hostil, por outra, totalmente diferente,
onde um novo mundo se descortina diante da alma e onde todas as nossas
ações parecem absurdas, justamente porque as mais censuráveis, na sociedade
em que vivemos, gozam, enquanto dormimos, de uma espécie de liberdade
condicional, quando se expandem nos sonhos.

As descobertas de Freud, de que os sonhos têm um conteúdo psicológico fundamental revolucionaram o estudo da mente. Antes os sonhos eram tidos como meros efeitos de um trabalho desconexo, provocados por estímulos fisiológicos. Os conhecimentos desenvolvidos por Freud trouxeram os sonhos para o campo da Psicologia e demonstraram que estes são tão somente a realização de desejos, disfarçados ou não, satisfeitos em pleno campo psíquico.

Pesadelo:

Você já acordou durante a noite com a sensação de imobilidade ?
De repente você acorda, tudo ouve e se não fosse pelo medo abriria os olhos para ver quem está ao seu redor. Você luta para poder se mover novamente, e até chega a pensar que morreu. Ouve a sua mãe conversando com o seu irmão mais novo, grita por eles, mas nenhum deles consegue te ouvir. Enfim se sente aprisionado por algo que a sua imaginação custa a acreditar.
O que você faria se isso acontecesse com você ?
Uma dica: Você pode sair gritando desesperadamente pela casa, chamando inconsolavelmente pela sua mãe, e acordando à todos.

É uma experiência fantástica e aterradora. Tire a suas próprias conclusões sobre o mundo dos sonhos!


"Pesadelo - é um sonho penoso com sensação de opressão torácica e dispnéia, terminando por um despertar sobressaltado ou agitado e com ansiedade.

É uma perturbação qualitativa do sono (parasónia), na maior parte das vezes de origem psicoafectiva, embora não seja de excluir a sua etiologia comicial.

A palavra nightmare, que em língua inglesa significa "pesadelo" dizia respeito, há quatrocentos anos, exatamente a um demônio (os incubus) que vinha e sufocava as pessoas enquanto dormiam."
>> Origem: Wikipédia


"Prefira afrontar o mundo servindo a sua consciência, a afrontar sua consciência para ser agradável ao mundo." (Humberto de Campos)

sábado, 28 de agosto de 2010

Conte a sua história!

Oi.
Como de costume, hoje é dia de história aqui no blog. Se você tem uma história e deseja contar. O que está esperando ? Compartilhe a sua história conosco!

Enquanto isso, prepare-se para uma aventura de tirar o fôlego. Você vai se emocionar, querer gritar, talvez chorar.
Vamos desvendar esse mistério juntos! Aqui, no Fantástico mundo de Oxford.

Um antigo casarão; um amor proibido; o medo; o ódio; o tempo; a tristeza e a saudade. São elementos, que irão anunciar uma surpreendente tragédia. Um conto de Rvânia.
Em 5... 4... 3... 2... 1...


O Vizinho

Contam que por volta de 1969, num antigo casarão da Rua Padre Lemos, bairro de Casa Amarela em Recife, onde hoje funciona uma loja de artigos para festas, morava um coronel reformado do exército, sua esposa e suas duas filhas. O velho era muito turrão, tratava muito mal a família e os vizinhos. Intolerante, ameaçava atirar nas crianças que brincavam na rua, por qualquer bobagem, qualquer barulhinho que os mesmos fizessem. Os pais da vizinhança o temiam e trancavam os filhos em casa para evitar problemas com ele.

Apesar do medo que sentia do pai, a filha mais nova, chamada Cris, era ousada o bastante para fazer às escondidas tudo o que ele não permitia, inclusive fugir para namorar. A mãe e a irmã morriam de medo que o velho descobrisse as artimanhas dela, pois sabiam que o castigo seria extremamente severo. Cris, no entanto, estava completamente apaixonada por um rapaz, filho de uma das vizinhas, Beto. Um rapaz pobre e negro... um amor totalmente impossível.

Cris esperava o pai dormir e fugia pela janela para encontrar seu amado, todas as noites. A mãe do rapaz implorava a ele que deixasse a moça, pois temia por sua vida. Sabia que o coronel o mataria se soubesse o que se passava, mas o amor dos dois era mais forte que o medo e completamente inconseqüente. Alguns meses se passaram sem que o velho se desse conta do que estava acontecendo com a filha mais nova, até aquela noite fatídica...

Era uma madrugada de sexta-feira, e Cris já havia fugido para encontrar-se com Beto na mesma ruazinha de sempre. O velho acordou e não se sabe por que, fez uma coisa que nunca havia feito antes: foi ao quarto das filhas. Ao ver a cama de Cris vazia, percorreu a casa aos berros, acordando todo mundo, à procura da filha. A esposa e a outra filha tremiam de pavor quando ele as chamou e perguntou por Cris, não conseguiram emitir um som sequer, e ele, com ódio, passou a agredi-las. Após machucá-las bastante, o velho pegou a arma e saiu pela rua, procurando nos becos, nas praças, até localizá-los abraçados e tão absortos em seu amor que nem o viram.

Quando ele gritou o nome da filha, ela ficou paralisada de medo. Após alguns minutos, ela recobrou a sensatez e mandou Beto correr. Ele disse que não iria deixá-la só, mas ela pediu por tudo pra que ele fosse embora ou morreria ali mesmo. Em meio à indecisão, Beto resolveu atender ao apelo dela, pois viu que estava desesperada, e saiu correndo. O velho deu vários tiros na direção dele, mas não conseguiu acertá-lo. Ele pegou então a filha pelos longos cabelos e saiu a arrastá-la em direção a casa.

A essa altura, os vizinhos já estavam acordados e assustados com o que estava acontecendo, no entanto, nenhum deles atreveu-se a sair de casa, ficando a espreitar pelas brechas das portas e janelas, vendo quando o velho passou arrastando a filha. Depois ficaram ouvindo os gritos desesperados que vinham da casa, gritos que denunciavam muita dor e sofrimento e que duraram por horas e horas, até silenciarem de repente.

Passaram-se dois dias sem que nenhuma das mulheres fossem vistas, apenas o velho saía algumas vezes de casa e voltava trazendo alguns pacotes. Ninguém se atrevia a perguntar nada e nem mesmo a enfrentar o olhar de ódio dele. Beto, ninguém havia visto desde a noite fatídica, a mãe achava que ele estava escondido em algum lugar e ficava aliviada por ele não ter voltado, com medo da fúria do velho. No final do segundo dia, um caminhão parou na porta do casarão e os vizinhos viram os móveis sendo carregados para dentro dele e, aliviados, perceberam que a família estava se mudando, o que os fez vibrar, pois livrar-se daquele ser indesejado era um verdadeiro presente dos céus. Quase fizeram uma festa ao ver o caminhão virar a esquina. Estavam tão aliviados que nem perceberam que só o velho, a mãe e uma das filhas entraram no caminhão.

Ao saber da mudança, Beto, que se encontrava escondido em casa de um amigo, apareceu desesperado por notícias de sua Cris. No entanto, os vizinhos nada sabiam sobre o paradeiro da família. Muito triste, o rapaz passava os dias à espera de notícias de sua amada, certo de que ela daria um jeito de avisá-lo onde estava, pois o amor deles era imenso e muito sincero, ela não se conformaria em ficar longe dele.

Só que, para desespero de Beto, o tempo corria e nada de notícias dela. A tristeza e a saudade foi se transformando em dúvida: “será que ela realmente o amava? Será que fora apenas uma diversão para Cris?” - Sua mãe, os amigos, os vizinhos, todos lhe davam conselhos para esquecer. Diziam que a menina havia resolvido ouvir os conselhos do pai e o esquecera. Que ela não era mulher para ele, que eram de mundos diferentes demais.

Quase dois anos se passaram e o tempo, que a tudo cura, transformou o amor de Beto em lembranças. A mágoa endureceu seu coração e o fez evitar pensar em Cris. E também tinha Ana, a moreninha linda que havia se mudado há pouco tempo para a casa onde morou seu ex-amor.

Ana já havia demonstrado o quanto estava interessada em Beto e fazia de tudo para chamar-lhe a atenção. Havia se tornado muito amiga de sua irmã e não perdia uma oportunidade de estar perto dele.

Começaram então a namorar, e ao contrário do coronel, a família de Ana aceitou bem o romance e o rapaz começou a frequentar a casa. No inicio, ficava só no portão, mas um dia foi convidado a entrar. Beto sentiu um arrepio e um mal-estar estranho ao entrar na casa, sentia-se sufocar e imaginou que eram saudade e as lembranças de seu amor por Cris. O mal estar o acompanhou todas as vezes que ia lá, fazendo com que ele preferisse ficar no portão a entrar na sala. Ana muitas vezes reclamava de ter que namorar no portão e ele não sabia como explicar o que sentia lá dentro da casa.

O tempo passou e Beto resolveu casar-se com Ana. Os pais dele resolveram então reformar um dos quartos para que o casal vivesse lá, já que Ana era filha única. Beto não tinha escolha, apesar de não saber como iria viver numa casa que lhe fazia tanto mal. Quando a reforma começou, Beto estava lá com o sogro e os pedreiros. Ele suava frio, sentia-se sufocado, mal conseguia ficar de pé, mas fazia de tudo para que ninguém percebesse o mal-estar que não tinha como explicar. Quando a primeira parede foi derrubada, sentiu-se um cheiro horrível de podridão. Os pedreiros diziam ser algum rato morto por entre as paredes, mas, ao derrubar o restante, Beto foi o primeiro a ver a cena chocante: havia um corpo em pé entre as duas paredes. Um corpo em decomposição, mas que foi imediatamente reconhecido por Beto. Ele jamais havia esquecido aqueles longos cabelos e a roupa com que ela estava na última vez que se viram... era sua Cris. Louco de dor, o rapaz agarrou-se ao corpo em decomposição, chorando e gritando seu nome. A muito custo, o sogro e os pedreiros conseguiram tirá-lo de lá e chamaram a polícia.

O laudo comprovou que a menina havia sido emparedada no mesmo dia em que o monstro do pai a encontrou com Beto. Ela morreu asfixiada e de uma forma horrenda. Beto enlouqueceu e foi internado no hospital Psiquiátrico da Tamarineira. O velho e a família nunca foram encontrados, para pagar por seu crime.

Fim

Tchau, por hoje é só!
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A aceitação faz-me dizer “sim” a uma realidade percebida, num primeiro tempo, como negativa, porque ela faz despertar em mim o pressentimento de que algo de positivo pode vir a despontar. Há nela, por conseguinte, uma perspectiva de esperança.
(Jacques Philippe)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Inferno na Terra

"Os céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o dia do juízo e para a destruição dos ímpios". II Pedro 3:7
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Oi.
Você acredita no inferno ?

A palavra inferno, que hoje conhecemos, origina-se da palavra latina pré-cristã inferus "lugares baixos", infernus. Na Bíblia latina, a palavra é usada para representar o termo hebraico Seol e os termos gregos Hades e Geena, sem distinção.

Cientistas descobrem o Inferno ?

Em meados de dezembro de 1989, um grupo de geólogos russos, fizeram um poço de 14.000 metros de profundidade na Sibéria; e eles afirmam terem ouvido lamentações que vinham do centro da terra, pedindo água e misericórdia.
Segundo estes cientistas após ter perfurado vários Km. os equipamentos começaram a funcionar descontroladamente, dando a impressão que o centro da terra é oco.

A notícia se espalhou pelo mundo. Um jornal da Finlândia publicou a matéria, com relatos dos operários e estudiosos que ouviram a fita. Um deles, o Dr. Azzacove declarou o seguinte:

“Como um comunista eu não acredito em céu ou na Bíblia mas, como um cientista eu acredito agora no inferno. Desnecessário dizer que ficamos chocados ao fazer tal descoberta. Mas nós sabemos o que nós vimos e nós sabemos o que nós ouvimos. E estamos absolutamente convencidos que nós perfuramos pelos portões do inferno!”

“Nós abaixamos um microfone, projetado para descobrir os sons de movimentos tectônicos abaixo da galeria. Mas em vez de movimentos de placas nós ouvimos uma voz humana, gritando de dor!”



Não sei exatamente se o inferno existe, mas existem relatos bíblicos confirmando a existência de tal. Alguns acham que o próprio inferno é a Terra. Eu não ouso discordar, nem mesmo acreditar; a partir do ponto em que começo observar melhor a Terra. Hoje mesmo presenciei várias desuniões entre os seres humanos, e o pior. A briga envolvendo duas garotas do meu colégio, foi gerada por uma simples discussão entre as duas na disputa por um lugar, depois de um suposto esbarrão. "Segundas vozes" indicam, que logo depois disso veio as agressões verbais, deixando um espaço mútuo para um sentimento de ráiva tão grande, que resultou no ato covarde de agressões físicas entre as duas descompromissadas alunas. No fim elas foram intimadas a uma unidade do colégio chamada "Corpo de alunos". Não bastasse a baixaria no colégio, quando me direcionei ao exterior do colégio e por sinal já estava no ônibus, pude notar uma outra confusão presente dessa vez na instituição de ensino técnico e profissionalizante que fica em frente ao colégio em que estudo.
Fontes não muito confiáveis afirmaram ter sido uma briga envolvendo também duas jovens.

Mudando de assunto no mesmo assunto:

Eu costumeiramente (por causa de influências amigáveis) sento-me na região inferior à frente no ônibus. Por um milagre hoje sentei-me na frente.
Só deu para escultar o vidro estilhaçando-se no chão. (depois dos passageiros que estavam sentados logo atrás) Segundo uma passageira, um suposto maluco que tentava vender balas, teria arremessado um pedra em direção ao vidro inferior do ônibus, depois de ter tido o seu pedido de adentrar ao carro negado pelo motorista. Foi um impacto e tanto, mas felizmente ninguém saiu ferido.
E o "espírito da maldade" parece que fez uma visita a todos os habitantes da terra. Bem parece que hoje ela me acompanhava. Ou parecia que estava sendo testado. Estava com os nevos à flôr da pele e um engraçadinho resolveu meter-se a besta comigo. Não vou nem expôr os pensamentos que eu tive ao ver aquele idiota à minha frente. Apesar de ter um pavío curto, o meu autocontrole me surpreende cada vez mais.
E o terror toca à cidade. Ligações acabam de confirmar isso. Assistam aos jornais hoje!

Tchau pessoal, até mais!
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Obs.: cuidado ao interpretar a imagem!

Jesus desceu ao inferno mas não ficou lá: "Ele não foi abandonado na região dos mortos..."- (At 2:31)

"Para o entendido há o caminho da vida que o leva para cima, a fim de evitar o inferno embaixo". (Pv 15:24)

"E aconteceu que, acabando de falar... a terra debaixo deles se fendeu, abriu a sua boca, e os tragou... Eles e todos os que lhe pertenciam desceram vivos ao abismo, a terra os cobriu, e pereceram... " (Nm16:31)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O Analfabeto Político

Bertolt Brecht

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais".

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Oi.
Foi-se discutido hoje em sala de aula, as questões políticas atuais da sociedade. Tomando como assalto, esse tema. Nós podemos visualizar o total desleixo presente na maioria dos jovens, que em sua grande parte, estão desistindo de estabelecer esse papel que tão importante decide o futuro da nossa sociedade.
Se você perguntar a um jovem de hoje, qual o papel dele nas decisões políticas, dificilmente ele vai responder da maneira correta. Vai ser sempre:
- Ah, eu odeio política!
- Política é um saco!
- Vou votar em qualquer um, ou então voto em branco. É tudo a mesma...

Ficou surpreso com a realidade que bate à porta ? Pois é essa realidade que estamos vivendo atualmente.
E não é só os jovens atuais que estão alienados. Eu fiquei abismado, quando hoje presenciei em um horário eleitoral, o desespero emocional de um homem, chorando por causa do atual presidente. O que ele fez pela gente, hein ?
"Em seu primeiro ano, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva realizou menos investimentos do que o seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, no último ano de seu mandato. No mesmo período, Lula também gastou mais no pagamento de dívidas do que FHC.
Sob Lula, a União investiu em 2003 R$ 1,8 bilhão, o equivalente a 0,24% do Orçamento federal do ano. Em 2002, FHC investira R$ 11,6 bilhões (1,5% do Orçamento).
Já no pagamento de amortização da dívida, Lula desembolsou R$ 412,9 bilhões no ano passado, ou 54,61% de todos os gastos do país. No ano anterior, esses gastos somaram R$ 349,6 bilhões (45,16% do Orçamento).
Educação e saúde, cujas ações são consideradas a espinha dorsal dos investimentos sociais, tiveram seus gastos relativamente preservados da tesourada do governo federal. Ainda assim, alguns programas importantes ficaram praticamente paralisados. ( Unesp )

Peço desculpas à atual candidata petista, mas tem algo nela que eu não suporto. Talvez seja só a primeira impressão. É que ela tem um olhar de superioridade sobre a sociedade. Como se estivesse dizendo:

- Calma, seus pobres coitados e alienados! Eu cheguei para governar esse chiqueiro.
E o povo ainda chora por esse governo ?
Vocês acham que eles vão investir bem em educação, se o que eles querem mesmo é ver a sociedade alienada ?
Claro, que não! Fica bem mais fácil de exercer qualquer tipo de poder sobre as marionetes, se elas não souberem que tem o poder de autocontrole.

Mas o povo insiste em dizer:
- Vamos votar em "fulana" presidente, ela vai ser a primeira mulher a governar o Brasil!
- Eu tenho certeza que vai ser uma mulher a se sensibilizar, com o futuro do nosso país. :/

(Prefiro não comentar)

Outrora, na sala, falamos de um susposto projeto que a professora de Sociologia do 2° ano tem em mente.
Projeto este que poderia salvar o futuro dos nossos jovens, pois absorveria toda essa história de alienação presente nos "futuros coitados".
Quando falamos em uma futura candidatura, ela hesitou. Porque em professora ? Se quem me ensinou esse papo de política foi mesmo a senhora. Considerando o simples fato de que eu odiava a política até esse ano, foi ela quem desvinculou essa alienação. E agora, eu odeio mesmo os políticos. Os políticos, hein!

Um apelo: não seja uma marionete!

Seu atual estado -->


Tchau, por hoje é só! Até mais.

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"A esperança é a filha dileta da fé, ambas estão uma para outra como a luz reflexa dos planetas está para a luz central e positiva do Sol".
(Chico Xavier )

sábado, 21 de agosto de 2010

Conte a sua história!

Oi.
Sabe-se que hoje foi o "Festival de talento ambiental" do colégio. Foram várias apresentações de teor bastante inusitado. Confesso que a primeira me deixou um pouco frustrado, com toda aquela ginga, envolvendo "cantores" de pagode. E o festival permaneceu uma verdadeira chatície, até uma apresentação de dança do ventre, que por sinal foi bastante divertida. Fui com o objetivo de terminar o trabalho de história sobre "A independência da América Espanhola", e acabou que foi um dia bastante diferente e divertido. Ganhei até uma "caixa de bombom", com o sorteio do festival.
Agora é melhor irmos ao que interessa, senão eu vou desenrolar a história só nesse "festival". Você gosta de mistério ? Então vamos desvenda-lo juntos aqui no mais fantástico universo. "Fuga? Loucura? Morte e ocultação do cadáver? Neste conto pavoroso, Luciano Barreto nos revela que o destino dos desaparecidos pode ser bem pior do que se imagina". Imaginação e entendimento pra quem tem. Prepare-se! 5... 4... 3... 2... 1...


O Homem que sumiu

Era por volta de duas e vinte da madrugada. Jean estava sem sono. Virava-se de um lado para o outro em seu colchão d’água que ficava sempre no chão da sala sobre um forro de borracha. Lá também havia uma televisão. Ele gostava de adormecer com o aparelho ligado. Às vezes tinha de tomar um tranqüilizante para chamar o sono, mas sempre com a TV ligada.

Era julho, época de inverno no hemisfério sul. Jean vestia calças de moletom, meias e uma camisa careca, nas cores cinza, verde e azul-marinho. As poltronas da sala estavam alinhadas de modo que convergiam formando um “L” onde colchão ficava encaixado, por assim dizer.

Ali, meia hora após se automedicar, Jean jazia temporariamente, enrolado em uma coberta de cor amarela e com franjas brancas nas pontas. O cômodo possuía apenas, de ligação com a parte externa da casa, duas capelinhas. A da direita se fechava para a esquerda e vice-versa. Uma pequena mesa de vidro com alguns enfeites de cristal, um móvel que suportava a televisão, um velho aparelho de som e alguns CD’s, uma grande moldura de uma santa e uma prateleira completavam o ambiente.

Jean deleitava tranqüilamente seu sono químico quando foi acordado por um som estranho. Um ruído seco, característico de alguém revirando as telhas da casa. A primeira reação foi abrir os olhos assustados e, ouvindo aquela melodia medonha, sentar-se. Era bastante pavoroso, afinal, ele morava sozinho. Tentou contatar a polícia pelo telefone, mas não conseguiu; não havia sinal no telefone. Alguém cortara a linha. Os estranhos sons cessaram abruptamente. Agora, Jean escutava apenas passos sobre sua cabeça. “Com certeza tem um puto de um ladrão em cima da minha casa” – falava para si mesmo e bem baixinho. “E me parece que quer ser pego, pois faz um alvoroço tremendo para arrombar uma casa”.

Procurou o controle remoto da TV. Em vão. Foi então até ela e a desligou sorrateiramente. Abaixou-se mais um pouco, tateou o móvel por alguns segundos e abriu uma pequena gaveta bem devagar, retirando de lá um revólver preto. Passou a arma para a mão esquerda, e de novo pôs a mão direita no fundo da gaveta olhando para cima, porque os olhos, na escuridão onde se encontrava, de nada serviam. Capturou algumas balas e, com sua habilidade de ex-policial, municiou a arma.

Caminhou bem devagar até a outra sala e cautelosamente abriu a porta do lado de sua casa. Nisto, os passos também cessaram. Agora só era possível ouvir o relógio trabalhando na parede do cômodo onde estava. Seus dedos estavam gelados, a arma estava gelada e ele estava tenso, muito tenso. Não titubeou. Saiu de dentro da casa e foi para o quintal. Lá fora uma paisagem se fez diante dos assustados olhos de Jean. Era lua cheia e o céu estava limpo, sem nenhum sinal de nuvens. O brilho lunar o encorajou, pois agora enxergava um pouco melhor.

O portão da casa era de gradil, de modo que os transeuntes que passassem por ali naquele momento o veriam e vice-versa. Notou uma pessoa no meio da rua, parada de costas para o portão. Empunhou o revólver a fim de acertar o suposto ladrão. Cerrou os olhos para conseguir uma mira melhor e jogou o cão para trás. Com os braços semi-esticados segurava a arma. Quando prendeu a respiração para puxar o gatilho, percebeu o homem virar-se lentamente, meio que trôpego e começar a rir. Fitou aquele homem e percebeu que era Ignácio, o bêbado da rua, que um dia fora, até, seu credor. Estava voltando da noitada de cara cheia. Assim, abaixou a arma com cuidado. Suspirou e sussurrou para si mesmo: “Filho da mãe! Quase leva um tiro à toa”. Não quis se fazer presente para o pobre Ignácio, pois isso acarretaria uma longa conversa chata regada a um hálito horrendo de bebida. Por nada o pobre bêbado caiu no chão. Rapidamente e sem fazer barulho algum, Jean se aproximou e viu o homem falando sozinho e rindo olhando para o satélite natural da terra que os iluminava. Após constatar sua a integridade física, Jean recuou a passos comedidos sem, de novo, se fazer perceber.

Tinha até se esquecido dos sons que escutara de seu leito. Fitou o que pôde sobre a casa com a pouca luz que havia e nada encontrou senão muitas telhas coloniais fora do lugar. Seu telhado era igual ao de um telhado de um chalé, com armações de madeira cobertas por telhas. Muitas destas estavam deslocadas e algumas faltavam. Praguejou um pouco em função das peças que sumiram, pois eram raras e de difícil reposição. Já estava se recolhendo quando ouviu um grunhido esquisito. Girou nos calcanhares e olhou ao seu redor rapidamente apontando a arma. Não encontrou nada. Outra vez o medo lhe subiu a espinha. O revólver já sambava em sua mão. Afastou-se um pouco a fim de ver melhor de onde vinha aquele som. Encostou-se no muro que cercava o seu quintal e viu dois pontos cinzas brilhando no escuro do seu telhado. Fez mira, bastante trêmulo. A lua só iluminava o começo do vão que havia ficado devido à retirada das telhas. Só conseguiu dizer uma frase, com uma voz de horror: “Eu estou com uma arma!”.

Foi quando uma criatura colocou a cabeça para fora da escuridão e lua, com seu brilho branco, apresentou-lhe uma criatura com os olhos de aproximadamente uns dois centímetros de circunferência, queixo e nariz bastante avantajados, e alguns fiapos de cabelo; no máximo uns quatro. O diâmetro total da cabeça era de um metro e alguma coisa. Suas orelhas eram pontiagudas e mediam uns quarenta centímetros. A boca não era dotada de lábios; era apenas um grande vão naquele rosto todo cheio de cortes e veias os quais cruzavam toda a face. Jean, horrorizado, deixou a arma cair ao chão, que disparou. O som do tiro que acertara a parede foi captado por Ignácio, que se levantou e ficou paralisado olhando a cena, já bastante horrorizado também. A criatura pôs lentamente uma perna para fora do telhado, colocando-a direto no chão sem mover a cabeça que ficava parada na direção do estático Jean, fitando-o horrorosamente. Em seguida pôs a outra perna do mesmo modo e direto no chão. Suas pernas eram flexionadas para os lados e não para a frente como um ser humano.

O ser agora precipitava seu corpo para o local correto, acima de suas pernas. Seu dorso era gigantesco; muito cabeludo e forte. Já era possível medir a altura da fera. Uns três metros e meio. Toda de cor amarronzada. Horripilante é o melhor adjetivo que se pode dar. Seu braço era tão forte quanto o dorso. Entretanto, era desproporcional ao corpo e à altura. O braço direito media quase dois metros e tocava o chão com a parte externa de uma enorme mão com cinco dedos. Não havia braço esquerdo!

A coisa tentou estabelecer um tipo de conversa com Jean, mas ele, petrificado de medo, não se movia, apenas ouvia estranhos estalos e arrotos. Após um breve discurso na língua do monstro, o silêncio imperou... Então, seus ouvidos captaram algo. Pareciam seres humanos que estavam com mordaça na boca e não conseguiam falar, apenas emitir grunhidos surdos. Jean estava mesmo apavorado e pensou ter ouvido coisas. Foi quando, atrás da criatura, abriu-se um compartimento que ficou esticado para cima e que fazia parte de seu corpo. A criatura pegou-o pelo tronco, o posicionou perto de seu grande rosto e cuspiu em sua boca e em seu corpo um tipo de substância viscosa que o prendia e amordaçava, impedindo-o de falar. Depois o conduziu, com o braço direito, até o compartimento em questão e o colocou lá, afixado pela mesma substância grudenta. Lá, Jean percebeu que não estava só. Viu outras pessoas, umas cinco no total. Então entendeu os sons que escutara há pouco. Tentou se soltar, mas foi em vão. O compartimento orgânico do monstro se fechou rapidamente, fazendo-o desaparecer no grande corpo daquele ser. Alguns segundos depois, a criatura ejetou um enorme par de asas e voou em direção ao céu iluminado pela lua.

Ignácio olhava aquilo tudo com grande atenção e medo. Medo que lhe fez urinar nas calças e ter um ataque epilético. Ele nunca tivera doença de tal monta, mas o horror daquelas imagens desencadeou o problema.

Depois desta noite, Jean nunca mais foi visto em sua cidade. Seus parentes e depois a polícia entraram em sua casa e viram o seu remédio para dormir, sua TV, ainda ligada, e sua arma, que ficara no quintal, mas não o encontraram.

Toda vez que o ex-credor, Ignácio, era inquirido sobre o paradeiro de Jean pelos parentes do sumido ou pelos policiais, ele dava crises de epilepsia e urinava-se todo. Como nunca fora epilético, os médicos relatam não saberem diagnosticar qual o problema que desencadeou essa doença, tendo em vista que ele não consegue falar o que ocorreu naquela noite. Alguns dizem que pode ter sido a bebida, mas o pobre homem sabe muito bem que não foi!

Fim.




"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos".

Tchau pessoal, por hoje é só. Até a próxima!!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Essa é a nossa realidade ?

"Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito"
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Olá.
Você alguma vez na vida deve ter se questionado sobre as razões da sua existência, sobre o surgimento da raça humana, sobre porque o céu é azul, ou talvez quem sabe, sobre a existência de forças maiores que regem a terra. É cada um com suas perguntas, diferentes e/ou iguais. Muitos acham que por algum meio; seja ele científico ou religioso, pode-se haver um explicação para sua grande maioria. E de um jeito garantido, é possível se obter várias respostas. Ás vezes para um pergunta, nós temos diversos tipos de respostas. Mas será que podemos confiar realmente em todas as respostas que nos são enviadas ?
Eu sempre fui o tipo de pessoa que se autoquestiona, e que vive fazendo perguntas para "Deus e o mundo". Quando me adicionado menos idade, era quase certo o sentimento de frustração que eu tinha quando alguém não me respondia as perguntas que lhe eram feitas. Ou tinham em sua grande maioria sentido imcompleto. Enfim, creio que não sou o único aqui em busca de respostas. Ás vezes chego a pensar que com a morte sim, poderiamos obter todas as respostas. Tudo então nos seria revelado de forma completa. Por favor, não me interpretem mal! Melhor que lhe seja contado o verdadeiro motivo por trás dessa postagem.

Foi hoje no ônibus, quando eu voltava do colégio, que me deparei com uma das cenas mais cruéis que me poderia ser adicionada à vida. Enquanto eu lamentava o tédio em que a minha vida se encontrava, e pelo fracasso do teste de matemática. Querendo vir a óbito pelo mesmo.
Subiu uma garotinha da faixa etária de 7 anos. Esta se dirigiu a todos os passageiros de forma simples e humilde, distribuindo um produto, que tinha em seu verso a frase, "Sou surdo". Não faço de nenhuma importância os motivos nos quais a levaram alí. O que me fez com que as lágrimas me doessem os olhos, foi o olhar e a simplicidade daquela criança. A sensação que eu tive foi um pedido de socorro. Era como se aquela criança estivesse me pedindo ajuda. Comecei a questionar sobre a existência de Deus. Onde é que ele anda, se os filhos D'ele vivem aqui na terra ? Muitas vezes sozinhos, abandonados, presos à ilusão. De um modo geral, jogados à sorte. Só sei que nada fiz para ajudar aquela garotinha. E a possibilidade de não poder fazer nada adiante, assusta. Por sinal, o que poderia eu fazer ? Adotá-la ? Leva-la para casa ?
Tomando como conhecimento a minha menor idade, e a minha falta de condições para exercer qualquer tipo de providência, sobre determinadas situações. É perceptível as mãos que tenho atadas. Mas se cada um fizer a sua parte em contribuição ao bem da humanidade. O nosso "futuro melhor" estará garantido. Isso serve para os candidatos eleitorais. Não pense vocês que isso é um joguinho de alienados, pois concerteza, eu acredito na justiça acima da dos homens. Espero anciosamente que não só vocês, mas todos os malfeitores, tenham o seu fim justo. Porque essa história de querer o mal dos outros, de enganar, furtar, invejar e abusar dos menos desfavorecidos, não faz sentido! Não vale é colocar a culpa em quem nem conhecemos!
Só sei que essa história de um monte de respostas sobre uma mesma pergunta me deixa confuso. "Só sei que nada sei".



"O diabo está nos detalhes"

Por hoje é só. Até a próxima!!